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História
 
 

Momento do Livro

Sobrevivência e fuga


A luta pela vida em situações de extremo perigo


Por Will Fowler

 

Com sorte, poucos de nós jamais teremos que ejetar de uma aeronave de combate avariada, ou encontrar- se isolados em um campo de batalha após um combate e pôr-se em fuga de forças hostis, as quais pretendem capturar-nos para então exibir-nos publicamente como inimigos de sua classe ou religião na televisão mundial. É improvável que sejamos capturados, amarrados, interrogados, agredidos e trancafiados. Contudo, em todo o mundo, homens e mulheres comuns e até mesmo crianças têm sido capturados em meio a conflitos tribais, religiosos ou étnicos e se encontraram em dificuldades nessas terríveis condições. Os militares são obviamente mais vulneráveis a isso.

Sobre a autora
Will Fowler atua na área de jornalismo e editoração desde 1972, tendo se especializado em operações de forças especiais, sobrevivência e história militar. Trabalhou com o exército como editor da revista Defence, das forças britânicas, entre 1983 e 1990. Fowler escreveu mais de 15 livros, incluindo Operação Barras: a Missão de Resgate do SAS, Serra Leoa (2002) e SAS: Atrás das Linhas Inimigas (2004). Serviu na 7ª Brigada Blindada durante a Guerra do Golfo (1990-1991). Atualmente vive em Hampshire, Inglaterra.


O PLANO DE SOBREVIVÊNCIA
A base para fuga e evasão pode ser resumida nos tópicos a seguir. Um soldado que se encontra em uma situação de fuga e evasão deve:
• Verificar a situação. Caso se encontre em situação de combate, o soldado deve achar um local onde possa se esconder do inimigo. Lembre- se que segurança é prioridade. Ele deve usar os sentidos da audição, do olfato e da visão para “sentir” o campo de batalha. O que o inimigo está fazendo? Avançando? Aguardando? Está em retirada? O soldado precisa considerar o desenvolvimento da batalha quando elaborar seu plano de fuga e sobrevivência.
• Verificar o ambiente. Ele deve determinar o padrão da área e sentir o que está acontecendo ao seu redor. Cada ambiente, seja floresta, selva ou deserto, possui seu ritmo ou padrão. Esse ritmo ou padrão inclui as atividades e sons de animais, insetos e pássaros, e pode também incluir os movimentos do inimigo ou de civis.
• Verificar as condições físicas. A pressão do combate recente ou o trauma de estar em uma situação de sobrevivência podem tê-lo feito ignorar ferimentos por ele sofridos. Ele deve examinar a si próprio para averiguar se está ferido e ministrar primeiros socorros enquanto se acautela, evitando que se fira ainda mais. Por exemplo, em qualquer tipo de clima, ele deve beber água em abundância a fim de evitar desidratação.
• Verificar o equipamento. É possível que, no calor da batalha, parte do equipamento tenha sido danificada ou perdida. Ele verifica então o equipamento que tem e suas condições.
• Fazer uso de todos os sentidos, pois a pressa é inimiga da perfeição. O soldado pode fazer o movimento errado caso reaja rápido demais, sem antes pensar ou planejar. Tal movimento pode resultar em sua captura ou morte. A regra é: não se movimente simplesmente para mostrar ação. Ele deve considerar todos os aspectos da situação antes de tomar uma decisão. Se agir apressadamente, ele pode esquecer ou perder equipamento. Em sua pressa, ele pode também ficar desorientado e acabar se perdendo. O soldado treinado planeja seus movimentos e está pronto para mover-se rapidamente ao surgimento de uma oportunidade segura.
• Lembre-se de sua localização. O soldado deve achar sua localização no mapa e relacioná-la ao terreno ao seu redor. Este é um princípio básico que ele deve seguir. Se estiver acompanhado, ele precisa garantir, como líder, que o grupo também saiba onde está. Outra coisa que deve fazer é descobrir quem entre os que o seguem possui uma bússola ou um mapa.

Sobre o Livro
Esta obra explica em detalhes o que especialistas, entusiastas e cidadãos que se encontram, ou já se encontraram, em situação de perigo precisam saber para sobreviver em território inimigo. Entre os assuntos tratados, dicas sobre como aprender e se familiarizar com as condições meteorológicas para, então, escolher o melhor plano de ação, bem como as técnicas para conhecer a cultura de um país e saber negociar com habitantes locais para obter vantagens. Formas de camuflagem na terra e na água, comunicação visual e sonora, procedimentos para pedido de socorro, navegação sem bússola, entre outras formas de proteção, são abordados com propriedade e riqueza de detalhes. Esta obra ensina o que fazer caso o soldado seja capturado por seus oponentes, as melhores técnicas para fugir do cativeiro e retornar de forma segura ao território aliado, os tipos de interrogatório existentes, a vida em cativeiro, a saúde dos prisioneiros de guerra, enfim, tudo para garantir a sobrevivência em ambientes inóspitos.

 

Domine o medo e o pânico
Os maiores inimigos numa situação de so brevivência e evasão em combate são medo e pânico. Eles podem destruir a habilidade de um soldado de tomar uma decisão inteligen te e pode fazer com que ele reaja de acordo com seus sentimentos e sua imaginação, em vez de reagir de acordo com sua situação. Eles podem drenar suas energias, dando lugar a emoções negativas. Com um treinamento prévio em sobrevivência e evasão, somado à autoconfiança, será possível dominá-los.

 

 


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