 Geoscópio
Fatos interessantes do mundo de GEO
Preservação das florestas significa proteção climática
A preservação das matas e dos pântanos continua sendo a ferramenta mais eficaz na luta contra o aquecimento global. Mas poucos países têm interesse nisso, e preferem apostar em novas usinas nucleares e novos modelos de automóveis. Um estudo do instituto Policy Exchange, da Inglaterra, mostra que a preservação de florestas e pântanos, que absorvem o gás de estufa CO2, tem um custo-benefício bastante interessante: quem investe US$ 3 em floresta, evita a liberação de uma tonelada de CO2. O mesmo efeito é obtido, sob condições favoráveis, com US$ 0,10 gastos para a proteção de pântanos tropicais, que armazenam gases metano, especialmente danosos ao clima. Por outro lado, o custo da energia nuclear, muitas vezes elogiada como técnica eficiente de proteção climática, é 1.460 vezes mais alto do que o valor investido na proteção a pântanos. O biocombustível, que é subvencionado pelos países industrializados com US$ 15 bilhões ao ano, apresenta quase o mesmo custo. Porém, a produção do combustível biológico muitas vezes age em detrimento das florestas, que perdem espaço para as plantações de palmeiras oleaginosas do sudeste asiático. Dessa planta sai o óleo que origina o biocombustível
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| "Imortais" incandescentes na Califórnia (EUA): lâmpada fica acesa quase ininterruptamente desde sua instalação, em 1901 |
Despedida de Edison
A lâmpada incandescente está ultrapassada na União Europeia. Afinal, as novas lâmpadas econômicas são mais favoráveis ao meio ambiente?
Às vezes, uma vanguarda autonomeada é realmente precursora. Como as redes elétricas sobrecarregadas e ineficientes de Cuba regularmente entravam em colapso e o país não dispunha de verba para a sua reforma, no ano de 2005 Fidel Castro mandou distribuir lâmpadas econômicas em larga escala à população. A medida tornou-se um sucesso de exportação e logo foi aplicada em outros países. A Venezuela de Hugo Chávez foi o primeiro país a aderir ao plano de Fidel. Agora é a vez do Panamá, que deu vida à "operación bombillo" (operação lâmpada incandescente). Para minimizar picos de gastos energéticos e evitar blecautes, o governo panamenho trocará gratuitamente 6 milhões de lâmpadas.
Europa e Austrália tomaram uma medida mais drástica: proibiram o uso da lâmpada incandescente a partir de 1° de setembro de 2009. Começando pelas de 100 Watts, em seguida, será a vez dos modelos de 75, 60, 40 e 25 saírem de cena, para que saiam de circulação, até 2012, os últimos representantes da época de Thomas Edison.
Para aprovar a medida, os políticos da União Europeia usaram o argumento de que as lâmpadas econômicas, comparadas às incandescentes, gastam 80% menos energia. Outro benefício apontado é que elas necessitam de apenas 11 Watts para conseguirem a mesma iluminação de uma lâmpada comum de 60 Watts. Financeiramente, as novas lâmpadas também levam vantagem: mesmo custando mais do que as lâmpadas antigas, o preço pago é recompensado pela vida útil e pela melhor eficiência energética, chegando a obter ganhos de até 15 vezes.
Na verdade, as lâmpadas fluorescentes ainda apresentam grandes diferenças de qualidade. Em um teste realizado pela revista Öko-Test, o modelo com o pior desempenho consumia mais energia do que uma lâmpada incandescente equivalente.
Além disso, diferentemente das lâmpadas incandescentes comuns, as lâmpadas econômicas precisam, às vezes, um tempo maior para atingir sua luminosidade total. Isso quer dizer que ao comprar e usar modelos mais baratos, o cliente pode ficar tateando alguns minutos no escuro. Até os modelos mais caros sofrem com o problema, chegando a utilizar 80% de sua capacidade somente 25 segundos depois de ligados.
A utilização do mercúrio no processo de fabricação das lâmpadas continua sendo um problema, já que o metal é o responsável pela descarga de radiação UV, depois do bombardeamento por elétrons.
Embora não contenham mercúrio, as lâmpadas incandescentes usam o elemento em sua produção. Se levarmos em consideração a vida útil dos dois modelos, a invenção de Edison leva ligeira vantagem, pois utiliza menos mercúrio ao final de todo o processo de fabricação. Segundo os cálculos da iniciativa alemã EcoTopTen, que avaliaram a capacidade de iluminação dos dois modelos, as econômicas despejam no ambiente dois terços menos de metal pesado do que as tradicionais.
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| Inventor idolatrado calorosamente: Thomas Alva Edison (1847-1931) |
A qualidade da luz das lâmpadas novas também apresentou uma melhora nos últimos anos. Quase já não há diferença entre a luz emitida pelos modelos fluorescentes e os incandescentes. O problema de "instabilidade de acionamento" também foi resolvido. Os exemplares atuais estão preparados para suportar até 600 mil ciclos de "liga-desliga".
Por outro lado, as lâmpadas incandescentes, que não possuem um sistema absolutamente confiável de acionamento, costumam queimar, em média, após mil horas de uso. Mas como para toda regra há uma exceção... no prédio do Corpo de Bombeiros de Livermore, na Califórnia, Estados Unidos, uma lâmpada de 4 Watts, soprada a boca, da época de Edison, permanece acesa desde 1901. Ela descansa apenas quando falta energia na rede ou quando os bombeiros mudam de sede. Há anos, uma webcam foi instalada no local para filmar a sua morte. Até agora, em vão. Em compensação, a primeira câmera parou de funcionar após três anos de uso. Para acompanhar minuto a minuto a longa jornada da centenária lâmpada, acesse:
www.centennialbulb.org/photos.htm.
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