FATOS INTERESSANTES DO MUNDO DE GEO
O queridinho da noite
Seu pequeno núcleo é apenas uma mistura de poeira, gelo, gás e amoníaco. Graças ao vento solar e à força de irradiação, ele é uma maravilha luminosa, com uma cauda de milhões de quilômetros de comprimento. Mais brilhante que a lasca lunar no céu, o cometa McNaught cintilou sobre os Andes, perto de Santiago, no Chile, em janeiro de 2007. Sua aparição foi tão radiante, que os fotógrafos do Projeto TWAN - The World At Night (O mundo à noite), incumbidos de fotografar o céu noturno em homenagem ao Ano Internacional da Astronomia, comemorado em 2009, declararam o McNaught o cometa mais fotogênico dos nossos tempos
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Um jogo mágicode luz
O céu rebrilha venenosamente verde sobre a paisagem coberta de neve de White Mountain, no Alasca. Parece que a nuvem vaporosa sobe diretamente da chaminé de um caldeirão de bruxas. A aurora boreal, luz do Norte, no idioma dos índios Cree: "a dança dos espíritos", se forma quando partículas elétricas do vento solar impactam a alta atmosfera terrestre, perto do Polo Norte. Átomos de oxigênio tingem a luz de verde
Vagalhão celestial
Uma deslumbrante nuvem, chamada Morning Glory, se desdobra sobre a paisagem de Queensland, na Austrália. Este fenômeno atmosférico, único no mundo, pode se estender por até 1000km, de uma ponta à outra do horizonte. Somente aqui, no agreste isolamento da península australiana de Cape York, essas nuvens se formam regularmente, quando os ventos frios do Golfo de Carpentaria encontram o ar seco da terra firme. Os ventos na parte dianteira da gigantesca onda deixam os pilotos de planadores extasiados: eles surfam no céu
Tempo ruim para iglus
Quanto mais frequente o degelo, menos a neve serve para construir as habitações dos nativos inuítes
As mudanças climáticas não se integraram apenas ao idioma deles. Silaup asijjipallianinga, "a mudança gradual do tempo", interfere de maneira crescente na vida dos habitantes do Norte do Canadá.
O gelo, cada vez mais fino, não sustenta mais o peso de seus veículos de neve. Os glaciares, no Parque Nacional de Auyuittuq, "a terra que nunca derrete", cedem pouco a pouco. Em vez do "gélido vento norte feminino", sopra, com frequência cada vez maior, o "vento quente masculino", do sul.
Por isso, dizem os nativos, ficou difícil encontrar o tipo de neve que seus ancestrais utilizavam para construir casas de inverno. Eles explicam que o vento frio e forte do norte tem o dom de acumular neve seca, e prensá-la de tal modo, que ela resista quando for necessário "cortar tijolos" firmes para construir um iglu.
Além disso, a camada de neve vem sendo exposta a um maior número de alterações de temperatura. "Com isso, no espaço de apenas duas semanas, a estrutura dos cristais se modifica drasticamente", disse Bernd Pinzer, do Instituto para Pesquisa de Neve e Avalanches, em Davos, na Suíça. Também isso reduz a estabilidade do tradicional material de construção
Mas a neve derretida e congelada diversas vezes, devido às transformações do clima, apresenta ainda outras desvantagens. Como isolante, ela é muito pior do que a neve assentada, duradoura e constantemente fria. O nível de proteção proporcionado pela neve depende das partículas de ar encerradas em pequenas bolhas, que no material prensado responde por 60 % a 80 % de seu volume
A estrutura da neve é mais complexa e, por essa razão, muito mais vantajosa para funcionar como isolante que a do gelo. Para escapar do interior do iglu através das paredes, o calor precisa percorrer caminhos relativamente longos. Em habitações de gelo de boa condição de isolamento, reinam temperaturas "agradáveis", de até 10ºC, inclusive durante geadas rigorosas. O aquecimento interno fica por conta do calor que emana dos corpos dos próprios moradores. Em iglus congelados, as temperaturas seriam muito mais baixas.
Novo Prêmio Internacional para o Meio Ambiente
A partir de 2010, a Fundação Internacional Alexander S. Onassis premiará os melhores projetos e pesquisas em prol da preservação ambiental. A instituição dará preferência às iniciativas tomadas no âmbito europeu, e sua honraria poderá recair sobre indivíduos, entidades ou empresas. A premiação será concedida a cada dois anos, concedendo a dotação de ? 250.000,00 (aproximadamente R$ 640.000,00), em um dos reconhecimentos ambientais financeiramente mais significativos do mundo.
A cerimônia de outorga do prêmio terá lugar sempre em Hamburgo (Alemanha), devido ao elevado conceito político-ambiental da cidade-portuária escolhida, recentemente, pela União Europeia, como Capital Ambiental da Europa 2011.
Além disso, na década de 1950, o fundador da instituição, o mega-armador grego Aristóteles Onassis, mandava construir os navios de sua frota em Hamburgo. A Fundação recebeu o nome de seu filho, Alexander, que morreu em um desastre aéreo, em 1973, aos 25 anos de idade.
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